sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

QUE VENHA O NOVO E RENOVADO 2012

É comum iniciarmos um ano com a expectativa de recomeço, de renovação, de que é um tempo novo. As vezes escuto de algumas pessoas, que bom que são bem poucas, que num discurso de mal grado com a vida, que não tem nada de mais numa passagem de ano, ou ainda, que é só uma convenção de datas, que há lugares em que o calendário é contado de outra forma, que nada vai mudar só porque comemoramos um “simples passagem de ano”.

Seja como for, seja pelos desagradados, ou pelos assumidamente empolgados, o mais importante, acredito eu, é que quando muitas pessoas pensam juntas uma mesma idéia, formamos no astral, no universo, uma grande e poderosa força. É como se tivéssemos o poder de plasmar um cenário e esta forma se configura como fonte positivamente inspiradora para nós.

Assim sendo, se queremos renovação, são novos ares que vão soprar sobre nós. Se acreditamos num tempo novo, essa esperança nos alimenta energeticamente para o que está por vir.

Que bom que podemos compartilhar momentos de alegria, mesmo que seja as vezes pela força de um desabafo, pela vontade e necessidade de nos deixarmos levar por um “relax” tão imprescindível para nosso reabastecimento energético.

Então, que venha 2012! Que venha renovado de bênçãos, que seja próspero, fértil, amoroso, fraterno e acolhedor. Que a alegria prevaleça! Que a compreensão reine! Que a compaixão nos restabeleça a ternura! E que o amor nos faça cada vez mais maravilhosos, plenos e cheios da bondosa e encantadora humanidade!!!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

INICIANDO UMA NOVA JORNADA

Nesta segunda-feira, dia 05 de setembro iniciei mais uma jornada. Estamos na semana presencial do curso de "Mestrado Profissional em Gestão e Avaliação da Educação Pública", através do CAEd/UFJF e no qual eu faço parte. A turma do curso é bastante representativa da diversidade social, cultural e geográfica. São gestores de escolas e sistemas de educação, professores, técnicos de Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, do MEC, de Institutos, distribuídos geograficamente em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo, Ceará, Pernambuco, Moçambique e Angola.

Que bons ventos nos conduzam a novos horizontes!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

DESAFIOS E DESAFIOS NA EDUCAÇÃO - POR UM PACTO DE AMOR

A realidade que se descortina diante de nós no Brasil, nossa “pátria mãe gentil”, nos leva a relacionar diretamente a palavra EDUCAÇÃO à palavra DESAFIO. Dificilmente pensamos em Educação em nosso país sem praticarmos inúmeros desafios.

Em especial, se focarmos em Minas Gerais, iniciamos o ano letivo de 2011 com o início de uma Gestão Estadual, que busca se estabelecer nas bases da experiência da continuidade de um modelo de gestão que vem se consolidando há oito anos, mas que agora tem o desafio de corresponder ao que foi construído como modelo administrativo de “ordem e progresso”, garantindo a sustentação do proposto ao mesmo tempo que precisa costurar uma roupagem de inovação e novidade. Situação esta, que não deixa de ser análoga no Governo Federal, com ressalvas em relação ao aspecto ideológico/filosófico. As análises e pesquisas educacionais vem nos mostrando que avanços ocorreram, mas não o suficiente pra dizermos que superamos nossa defasagem em relação a países outros que já encontraram o caminho, já fazem muito bem o “dever de casa”, onde os desafios são outros, por já estarem em outra etapa da interlocução. Mas e os nossos desafios?... Temos muito a superar, mas também sabemos que só superamos o que temos de forma clara diante de nós como desafio. Ou seja, o que realmente está a nos confrontar, a nos incomodar? O que realmente grita nos nossos ouvidos e salta a nossos olhos diariamente? Aprendemos a apregoar pelos quatro cantos “que nossa sociedade se perdeu nos valores, que está tudo invertido, que vivemos uma crise ética, que ninguém mais sabe educar as atuais gerações, que tiranizamos nossos filhos e somos tiranizados por eles, que só falamos em direitos mas não sabemos mais os deveres”. Reproduzimos constantemente os mesmos discursos e argumentações, mas e a nossa ação concreta diante de tantas teorias, explicações e lamentações?

Tenho ouvido que precisamos de um “Pacto Nacional pela Educação”. Serei repetitiva dizendo que para pactuar algo precisamos saber o que estamos pactuando e um pacto desses em tamanha dimensão só se realiza quando realmente fazemos do tema a prioridade nacional. Mas será que sabemos o que é prioridade, ou como priorizar algo. Só priorizamos o que tem importância pra nós, o que é relevante em nossa vida. Para fazermos da Educação a prioridade social, na dimensão de um Pacto Federativo, as pessoas precisam reconhecer sua relevância, sua real importância na engrenagem social. Mas não se convence os outros, quando os atores principais, os maestros perderam suas batutas na condução da grande orquestra educacional, a Escola. Se os agentes envolvidos diretamente no processo educacional não mais reconhecem sua relevância nesse grande cenário, ou se ocupam uma posição secundária, como vamos pactuar a “grande revolução social” através da educação. “Escola é lugar de colocar, de deixar lá os meninos e meninas, é lugar de alimentar, é lugar de passar o tempo, é lugar de encontrar amigos, é lugar de formar turmas, gangues, é lugar de passar o tempo e em meio a tudo mais, é lugar de aprender; aprender a ler, a escrever, a fazer contas, a compreender o próprio corpo, a valorizar o meio ambiente, é lugar de preparar para o futuro, para ser CIDADÃO”. Nossa! É tanta função! E a função primeira, ainda lembramos dela? Educação é formação humana e sendo formação humana, é relação humana, é o contato do meu eu com o eu do outro. Escola produz pessoas e essa produção vai além da exclusiva formação nos saberes acadêmicos. Vou ser insistente, pois o que vou falar aqui repito sempre que posso: nossa sociedade escolheu institucionalizar a formação humana. Sendo assim, não deveria ter instituição mais importante na sociedade do que a Educação institucionalmente estabelecida em todas as suas instâncias, na governamental, na administrativa e na escolar. Só assim teremos um pacto verdadeiro. Se almejamos uma sociedade com menos violência, onde prevaleça a dignidade humana, os valores morais, os princípios éticos, não é só incluindo conteúdos e disciplinas, mas será na qualidade das relações humanas estabelecidas e vivenciadas no cotidiano escolar e esse cotidiano está intimamente e diretamente influenciado pelo que alicerçamos como base para a Educação, com todo o aparato necessário para a prática se fazer.

Vou dizer algo que pode soar como romântico, utópico... Mas vou referenciar nosso Maior Mestre, quando disse: “Eu sou o caminho a verdade e a vida”, ao lembrar essa afirmação quero lembrar que a síntese dessa expressão divina é o AMOR e se a síntese da relação escolar é a relação humana, a sócio-interação entre as pessoas, a pedagogia que precisa prevalecer na relação educacional, é a “Pedagogia do Amor”, não como ação piegas camuflando o verdadeiro sentimento e sentido da relação, mas como busca verdadeira, de quem acredita que sem o sentimento amoroso em relação aqueles que estamos a formar, na produção dos seres humanos que vão continuar a escrever nossa história, tudo o mais é discurso, é movimento contínuo de braçadas no alto mar das mazelas sociais em que nos encontramos, é fazer sem concretude, sem legitimidade, é até mesmo uma ação antropofágica onde nós nos engolimos e na difícil digestão de nós mesmos ficamos exauridos, cansados ressacados, descrentes, perdidos em nós mesmos e acabamos por pactuar nossa própria incompetência na edificação humana.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

FALANDO SOBRE SOLIDARIEDADE, FRATERNIDADE, HUMANIDADE

Tem exatos dois meses minha última postagem. Por coincidência hoje, 22 de novembro volto a escrever. Tenho a dizer que não foi proposital, estou em Belo Horizonte a trabalho e consegui parar um pouco pra colocar minhas leituras em dia, resolvi olhar meu Blog, os Blogs que sigo... e me deparei em especial com um que sempre me engrandesse muito. É o Blog de uma jovem, a Larissa, que além de linda (em todos os sentidos), passa sempre uma força, uma alegria, uma intensidade, uma disposição para enfrentar as adversidades da vida. Ela faz tratamento de saúde, tem Linfoma e mesmo com esse problema, agente não fica triste acompanhando o diário da Larissa, pelo contrári é sempre um aprendizado novo, uma palavra de ânimo pra gente seguir o caminho vencendo os atropelos. Tem tanta coisa que fica pequena perto da alegria de viver dessa moça!

Pelo próprio problema que ela enfrenta, está sempre se referindo a campanha de doação de medula óssea, até mesmo porque ao estar conectada com outras pessoas que passam por problemas dessa natureza, ela acaba levantando a bandeira da campanha preocupada com as outras pessoas que necessitam dessa esperança para continuar vivendo. E não é um discurso piegas, como um melodrama choroso, é motivador. Me motivou também o fato de que ela está sempre presente, contando suas experiências, sempre com bom humor, mesmo quando posta momento de desabafo, falando das dores que está sentindo ou de algum procedimento médico, não agradável. Assim me senti preguiçosa, acomodada e porque não dizer desorganizada com meus horários e afazeres. É aquela velha história que muitas vezes é difícil de admitirmos: tempo é administração, se temos mais ou menos, depende da nossa disposição para assim organizarmos, para estabelecermos as nossas prioridades.

Sobre a questão da doação de medula óssea, deixei até um comentário numa das postagens da Larissa, onde destaco que pra quem mora no interior, como eu moro, fica a expectativa de que essas coisas estão distantes de nós. Carece de um trabalho mais efetivo, que seja mais esclarecedor procurando facilitar o acesso as pessoas que foram sensibilizadas e interessarem em ser doadoras. Percebo, quando falo com as pessoas sobre esse assunto, que existem muitas dúvidas (quem pode doar, com qual idade, quais as condições, como é, se dói, etc.), quando agente esclarece e elas peguntam como fazem para doar e recebem como resposta que precisam buscar um Hemocentro numa cidade mais próxima que assim o tenha, as pessoas respondem que vão ver... Penso que poderiam os Homocentros pensarem numa campanha integrada com a campanha de doação de sangue, onde enviam suas equipes as cidades do interior.

No momento, infelizmente eu não posso doar, faço controle de anemia e estou com as taxas de hematrócitos baixa, mas posso falar sobre isso com as pessoas, posso tentar informar quem ainda não sabe como fazer e como é, posso ajudar a vencer os mitos, mas principalmente, quero fazer isso com o mesmo espírito da Larissa, sem tristeza, sem peso, sem rancor, com fé, esperança, bom humor, muito amor pela vida e pelas pessoas. 
Que assim prevaleça, o espírito de SOLIDARIEDADE, de FRATERNIDADE e de HUMANIDADE. 

Para mais informações: 
INCA  
www.inca.gov.br
http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=259



http://www.abrale.org.br/
http://www.drauziovarella.com.br/
http://ameo.org.br/

Para quem quer conhecer um pouco da Larissa:

Guerreira de Holdgkin

http://lariimendonca.blogspot.com

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

LUTO

"Hoje sou solidária a família de um antigo professor e colega de trabalho que faleceu. O Prof. Norival Jesus Monteiro, foi ele um grande concertista no seu amado instrumento, o violão e lecionou muito tempo no Conservatório Estadual de Música Lia Salgado de Leopoldina. Rogo pela paz e luz da sua alma. Que os sons dos Prelúdios de Villa Lobos ecoem entre os planos e tempos!"

segunda-feira, 28 de junho de 2010

SOBRE CUIDADO, AMOR, UNIDADE, FÉ - EDUCAÇÃO

Nesta segunda-feira, dia vinte e oito, participei da inauguração de reforma e ampliação de duas escolas. Ambas do Município de Leopoldina, uma no Distrito de Tebas (EE Justiniano Fonseca), e outra no Distrito de Ribeiro Junqueira (EE Sebastião Medeiros). Mesmo que para alguns possa configurar como eventos organizados em tempo de cumprir as agendas políticas pré-período de campanha eleitoral, pra mim é sempre muito gratificante participar de inaugurações de reformas, ampliações, ou construções de Escolas.
É muito bom participar de ações que envolvem o desenvolvimento da Educação!
Tenho vivido ultimamente uma experiência que ecoa nos ouvidos como acordes dissonantes, para se resolver numa cadência de harmonia ímpar, que nos deixa uma sensação de alento, tentando nos preparar para uma nova sinfonia.
Fui na música buscar inspiração para falar da minha experiência em participar da criação de um Atendimento Escolar numa Unidade Prisional em Cataguases. Porque ao mesmo tempo que parece destoar, é reveladora de uma nova realidade, pois abre oportunidades as pessoas, abre nova dimensão, a perspectiva de um novo tempo. Quando digo que parece destoar, é porque estamos falando de um atendimento que acontece dentro de uma prisão onde muitos dos alunos são reconhecidos por nós professores como os que um dia já ocuparam as cadeiras de nossas escolas regulares. O que aconteceu nesse caminho? O que rompeu o fluxo, que deveria ter seguido naturalmente? É de certa forma, irônico ter que agora implantar atendimentos escolares em propostas de atendimentos carcerários, como se tivéssemos que só agora “dar conta” dos educandos que não se formaram nas nossas tradicionais escolas.
Continuo dizendo que é muito bom inaugurar escolas, mas melhor ainda é ter a certeza de que vamos proporcionar ao maior número de alunos, o desenvolvimento pleno, ou seja, como sujeitos dignos de si e do mundo em que convivem, pessoas inteiras de corpo, mente e alma.
Se é tão boa essa sensação de que, mesmo ainda contribuindo pouco, estamos fazendo algo pela Educação, porque não conseguimos agregar mais e mais parceiros nessa caminhada? Vejo nos meios de comunicação campanhas como: “Todos pela Educação”, tentando mobilizar as pessoas, fazer com que o maior número de pessoas na sociedade se sintam envolvidas e enxerguem a sua parcela de responsabilidade no desenvolvimento Educacional, na formação das crianças e jovens, mas não é o suficiente. A sociedade civil precisa sim se mobilizar, mas que seja uma mobilização consciente, com clareza, informação, com conhecimento da realidade a sua volta, das necessidades e especificidades da sua comunidade, de seus alunos e dos profissionais da educação. Muito ainda precisa ser feito para uma educação de qualidade. A discussão vai além das paredes, essa é só uma das necessidades: espaço físico adequado e com ela vem outras ações e necessidades e entre elas uma muito importante: profissionais qualificados e com boas condições de trabalho, com remuneração adequada a um mestre na arte de ensinar. Mas para termos bons mestres, precisamos de boas instituições formadoras e precisamos de uma seleção adequada desse profissional, considerando além de seus conhecimentos acadêmicos, suas condições psicológicas, sua competência humana – isso é básico no programa de seleção de recursos humanos de uma boa empresa, e porque não seria para escolhermos os profissionais que vão “produzir pessoas”?

Ultimamente digo que uma das palavras de ordem é “cuidar”. Nossa sociedade grita por cuidados. Precisamos cuidar das famílias (desagregadas, perdidas no seu papel de formação humana e primeiro alicerce educacional), cuidar das crianças (ameaçadas constantemente por tantos desencontros, egoísmos, vaidades, abusos, violência...), cuidas dos jovens (cada vez mais vulneráveis aos vícios, a drogas como o crak, cedendo ao desinteresse social, a ausência de valores), cuidar dos profissionais da educação (desacreditados, cansados, estressados, acumulando altos índices de absenteísmo e afastamentos por licença de saúde e que acabam por ceder lugar aos que não são verdadeiramente educadores e vão se enganando pela opção de ter um trabalho, um emprego), precisamos cuidar, cuidar, cuidar...
Mas só cuida, quem ama, então assim sendo, a palavra de ordem é AMOR. Não como sentimento piegas, chorado e declamado pelos artistas globais; mas o amor na sua essência mais pura e natural, do olhar para o outro com compreensão, com ternura, com compromisso, com responsabilidade, com compaixão, com tolerância, paciência. O amor que nos leva a nos colocar no lugar do outro, que nos faz descer do alto da nossa vaidade e egocentrismo. Eis o desafio, a UNIDADE, pois esse compromisso é de todos nós, inclusive dos legisladores, dos dirigentes, dos nossos governantes, para que se efetivem as ações que vão colocar a Educação realmente como prioridade, aparando todas as arestas e retirando todas as pedras do caminho.
Vou ficar a sonhar, fazendo do meu sonho uma crença e desta crença, minha profissão de fé. Principalmente porque a lição de um grande Mestre, ainda não aprendemos na sua totalidade, em todo o seu conteúdo; não vou dizer que estamos reprovados nessa lição, prefiro dizer que estamos no processo, na construção desse saber, dessa habilidade e competência. Chamamos esse Mestre de Jesus, o Cristo, e as palavras da lição se resumiam em: “ama a seu próximo como a si mesmo”. Como é difícil compreender a totalidade e os mínimos detalhes dessas palavras! Mas volto a afirmar que prefiro acreditar que estamos no caminho, tentando acertar, com tropeços, erros, desencontros, mas muitos “bons encontros” e “boas conquistas”...

Profª Claudia Conte dos Anjos Lacerda
Pedagoga, com formação na área de Música e
Especialização em Educação Inclusiva, atualmente
é Diretora Educacional na SRE-Leopoldina-SEE/MG

terça-feira, 25 de maio de 2010

I SEMINÁRIO DE INFORMÁTICA EDUCACIONAL DA SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE ENSINO DE LEOPOLDINA

Neste dia 25 de maio de 2010, acontece na Câmara Municipal Leopoldinense o "I Seminário de Informática Educacional da Superintendência Regional de Ensino de Leopoldina". Iniciativa do Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) da Superintendência coordenado pela Diretoria Educacional, em consonânsia com as deliberações e orientações da Subsecretaria de Informação e Tecnologias Educacionais da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerias.

O evento tem como objetivo principal, difundir as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), disponíveis e a utilização no meio educacional, contribuindo para o desenvolvimento da aprendizagem e produção acadêmica, enfatizando as duas propostas de formação/capacitação profissional disponíveis através do NTE, da SRE-Leopoldina, o PROINFO/MEC, direcionado no momento para Rede Municipal e a proposta de capacitação da SEE/MG, para as Escolas Estaduais.

O Seminaário foi programado com momentos de exposição aos temas propostos e também oficinas práticas para a criação de Blogs, permeado por momentos culturais com a colaboração do Conservatório Estadual de Música Lia Salgado e da APAE de Leopoldina, num ambiente colaborativo de trabalho

Na Jurisdição da SRE-Leopoldina, temos dez Municípios, sendo: Além Paraíba, Argirita, Estrela Dalva, Cataguases, Itamarati de Minas, Leopoldina, Recreio, Volta Grande, Pirapetinga e Santo Antônio do Aventureiro; e em relação a Rede Estadual de Ensino, somos 34 Escolas Estaduais, distribuidas entres os referidos Municípios. 

Esperamos que com esse momento, todos se sintam mais motivados a buscarem a apropriação de mais esse recurso e hoje, podemos dizer, uma das ferramentas indispensávis no nosso desenvolvimento social.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

2010

Considero hoje a abertura do ano para minhas atividades virtuais. Foram tantas as situações na transição do ano de 2009 para 2010 que vivenciei que acabei por alterar minha rotina e até meus email diexei de acessar. Mas hoje resolvi colocar tudo em dia.
Assim, com as forças renovadas, reafirmo meu compromisso e disposição para dialogar muito, seja com "boas provocações", com bom humor, com indignação, com esperança... Seja lá como for, será sempre com muita crença na humanidade, nas possibilidade que todos nós, enquanto caminheiros do tempo, temos dentro de nós, para o nosso desenvolvimento.
Somos humanos, o Divino está em nós e que essa Força Maior nos conduza para a luz, com muito amor e fé!
MUITA PAZ!!!

sábado, 17 de outubro de 2009

FALANDO DE EDUCAÇÃO, PROFESSOR, SOCIEDADE... ESPERANÇA

No recente dia 15 de outubro foi “Dia do Professor”. Eu estava em viagem de trabalho e acompanhei alguma coisa pela internet e nos jornais televisivos. Mais uma vez, escutei pessoas dizendo da importância desse profissional na sociedade, fazendo comparação de remuneração de professor com outras profissões, dizendo que deveriam ganhar mais do que este ou aquele profissional, que sem professor a sociedade não se desenvolve, que não formamos os homens do amanhã que ocuparão os cargos públicos, que gerenciarão as grandes empresas, que cuidarão da saúde, da sociedade e que se formarão novos professores com a responsabilidade de continuar a formação de novos cidadãos. Ouvimos esse discurso já há algum tempo, principalmente no dia dos professores, mas também ouvimos em outras ocasiões, quando se fala da importância da Educação, na boca de administradores públicos, ou políticos em ascensão principalmente.

Eu relutei em registrar minhas reflexões sobre o assunto. Não que os professores não merecessem ser lembrados ou homenageados, eu inclusive me incluo nessa profissão, mesmo que por um momento eu esteja vivenciando uma outra instância de trabalho. Mas ultimamente tenho sido resistente em relação a essas falas pontuais, que ressaltam num momento ou no outro um assunto, uma pessoa, um profissional, mas sem um continuum de ações que realmente legitimem a fala apregoada aos quatro cantos. Hoje meu sentimento se divide: de um lado o orgulho de ser professor, de encher minha boca para falar da minha profissão, de uma esperança que quer se manter viva, pensando nas possibilidades de uma sociedade melhor para todos a partir da Educação, da formação humanitária das pessoas; do outro lado uma certa tristeza, uma frustração, uma sensação de ressaca talvez, pela desvalorização, pelo despencar do status desse profissional na nossa sociedade, por aqueles que continuam remando, mas como se carregassem um grande peso, como remadores solitários, por aqueles que não são professores e ocuparam essas cadeiras pelo abandono do verdadeiro profissional da educação, que adoeceu, que cansou...

Sobre a Educação, reafirmo o que já registrei neste BLOG em março de 2008, no texto "EDUCAÇÃO E LIBERTAÇÃO", considerando principalmente que não temos como falar em Educação se não discutirmos a questão do Profissional da Educação. O Professor ao assumir essa profissão, assume ser um Educador Profissional, para formar, produzir homens e “sua ética está em ter competência técnica, acreditar e agir e acima de tudo, ter competência humana” (LARA, 1998). Não temos como falar, discutir sobre formação de pessoas, que é o que produz os homens de nossa sociedade, sem falar em competência humana para exercer tal tarefa. Nessa profissão isso não pode faltar, as demais ações, habilidades e saberes são conseqüências dessa competência, da qualidade das nossas relações com o outro, da nossa interação, do nosso olhar, da nossa escuta, da nossa compreensão, da disposição para conhecer e interagir com o outro que se dispõe a nossa frente para construir sua aprendizagem. Somos o elo que une esse indivíduo aprendiz da vida, com o mundo do conhecimento, das vivências, somos nós que conduzimos o aprendiz ao encontro do significado de tudo o que se descortina para ele. Como é grande essa responsabilidade!

Por toda essa grandeza, como podemos ficar por toda uma vida rendendo homenagens, fazendo discursos sem uma ação que realmente contribua para uma mudança satisfatória dessa situação, que altere o curso desse processo auto-destrutivo em que nos encontramos? É como se nosso discurso sobre a Educação ficasse vazio, sem conteúdo, sem verdade. Um dia na história de nossa civilização, nós homens, escolhemos institucionalizar a Educação, entendemos que essa era nossa melhor escolha para educar e formar as nossas crianças. Se escolhemos institucionalizar a Educação, também escolhemos legitimar e reconhecer um profissional para essa Educação, o Professor. E agora, o que queremos dizer e mostrar com o que estamos enfrentando? Alunos desmotivados, escolas com graves problemas de violência, resultados de desempenhos escolares nada satisfatórios, altos índices de absenteísmo dos profissionais da educação, um grande número de afastamento por licença de saúde, pesquisas demonstrando porcentagens consideráveis de professores com depressão e doenças decorrentes desta e do estresse profissional, entre outros. Será que teremos é que repensar a instituição escolar que criamos? Um novo modelo de escola, de educação, de gestão escolar? Ou perdemos a mão do nosso fazer, do feijão com o arroz? Que sociedade é essa que grita aos ventos que é imprescindível investir numa educação de qualidade e continua com índices educacionais tão baixos? O que fazer quando os alunos que concluem o Ensino Médio não têm um letramento satisfatório, não interpretam, não inferem num texto, não compreendem e não produzem textos com coerência e coesão? Como eles ocuparão as cadeiras Universitárias? Quantos ocuparão? Qual será nosso universo de incluídos e excluídos? Até quando sustentaremos a fama de País em desenvolvimento que caiu nas graças internacional?

Reconheço que em meio a todas essas adversidades, a todas as mazelas da nossa sociedade, temos muitas experiências de sucesso para contar, com resultados significativos. Professores que se mantém em constante busca, com muita vontade, compromisso, criatividade, disponibilidade, superando os contratempos e disseminando bons resultados. Hoje temos pesquisas de campo, entre os profissionais que tem ocupado as cadeiras das pós-graduações, em Mestrados e Doutorados, que apontam para uma pratica educacional produtiva na formação dos alunos, considerando a nossa grande diversidade, as peculiaridades de regiões, bairros, comunidades e alunos. Por isso em meio a todo esse desabafo, vou colocar na balança de meus sentimentos, um peso maior no lado da esperança, do orgulho de ser professor, na crença de uma sociedade melhor a partir da formação e da produção de homens de bem.

Não busco com essa reflexão, apontar os culpados, pois quando assim o fazemos, temos que reconhecer que ao apontar o outro, também projetamos nossas próprias fragilidades, dificuldades e atropelos. Busco congregar idéias, pensamentos, reflexões para compreendermos melhor a sociedade em que vivemos, como vivemos, como dialogamos com nossas fraquezas, com as mazelas sociais e como nos movimentamos para promover uma sociedade melhor, pois todos nós somos responsáveis. Em alguns momentos ocupamos o lugar de vítimas, em outros de algozes, ou omissos expectadores, ou falantes denunciadores. Mas seja qual for a posição que hora aqui e ali ocupamos, somos responsáveis, não temos como nos isentar ou querer dizer que somos neutros, pois até a neutralidade ocupa uma posição e gera alguma consequencia. Na “metáfora da teia de aranha”, ao mesmo tempo em que tecemos nossa teia, estamos condicionados a ela, somos parte dela, não sobrevivemos sem a teia e a teia não se sustenta sem nós. “O ser humano se constrói e se produz na medida em que produz seu mundo – organiza-se no conjunto dos seres e é pelo trabalho que o ser humano não só produz as condições materiais de vida, mas se produz, se forma, se realiza e é também produzido” (LARA, 1998).

Para aqueles que acreditam, agem e compreendem a essência do relacionamento, parabéns por SER PROFESSOR!

terça-feira, 7 de julho de 2009

CONSELHO MUNICIPAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL EM LEOPOLDINA

Neste dia cinco de julho, participei de uma reunião histórica no salão do Clube Cutubas aqui em Leopoldina, foi a assembléia de constituição do “COMPIR – Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial”. Também na reunião foi aprovado o Estatuto do Conselho e a eleição da Diretoria.

Senti por parte das pessoas presentes interesse e disponibilidade. Vale destacar a atuação e empenho do Sr. Wantuil para se chegar até esse momento, nessa assembléia e de todos os demais que ali se posicionaram. E fiquei satisfeita com o grande número de auto-representantes, isso confere veracidade e consistência à entidade. Quero crer, que já evoluímos em nosso Município de uma época de pouca participação em Conselhos Municipais para um tempo novo de intensa co-responsabilidade social. Todo movimento participativo, é sempre um caminho novo que se abre, pessoas se encontram, dão as mãos e seguem pelas trilhas e alamedas que levarão até o objetivo comum. No caso dos Conselhos Municipais, o objetivo comum é sempre a promoção e defesa de Direitos e na caminhada sempre nos deparamos com pedras, desvios, barreiras, e até pinguelas, ou seja, ao mesmo tempo em que teremos momentos de caminho fluente, teremos atropelos e riscos no caminho. Mas se não perdermos o foco, o objetivo comum e as mãos permanecerem unidas, é possível a chegada. Mas cada chegada já pressupõe uma nova trajetória, pois todo direito consolidado, toda conquista, gera novas necessidades, planos e projetos.

Discutir igualdade racial neste país, ainda gera muita polêmica, até mesmo entre a própria população que se auto-representa nesses movimentos. A expressão “políticas de afirmação”, apesar de para muitos de nós não ser novidade, para outros tantos mais, representa ações muito novas que carecem de uma compreensão maior. Para entender dessas políticas é preciso dar visibilidade a realidade em sua totalidade, ou seja, sem camuflagem, com clareza, com dados reais, concretos, contando a “verdadeira história”.

Seja como for o desenrolar de nossas ações, não podemos nos perder em conjecturas ou devanear sobre hipóteses sem consistência. Vivemos a era do conhecimento, temos as ciências a nosso serviço, mas também vivemos a era da informação, e na velocidade do fluxo desta, precisamos de cuidados especiais para não nos prender no periférico e esquecer a essência do que buscamos. O fato é, estamos no meio de um processo social que busca a consolidação do pleno exercício da cidadania de todos, sem distinção, em nossa sociedade. Mas se é um processo e estamos no meio dele, a movimentação ainda é intensa, teremos momentos de altos e baixos, de encontros e desencontros, mas sempre o movimento é continuo e evolui, mesmo que pareça ser de forma tímida. Como é um processo, a tendência é que os projetos, programas vão aos poucos se apurando para corresponder cada vez mais a nossa realidade social. Na medida em que algumas realidades vão se modificando, a compreensão também vai melhorando e vamos acertando, aparando as arestas das chamadas políticas afirmativas.

O que não podemos é simplesmente condenar, sem contribuir para a mudança. A crítica pela crítica, sem filtrarmos as informações não nos levará as mudanças necessárias. O senso comum nem sempre está diante de nós para ser considerado com única verdade, mas em muitas das vezes, para que reconheçamos a idéia que prevalece no senso comum e com ela reconhecermos a nossas fragilidades sociais e a necessidade de construção de um novo conceito e prática social, de um novo paradigma. Para essa construção, é comum que precisemos desconstruir um conceito, dessecar ele, abrir as feridas, nos abolir dos pré-conceitos e só aí, aplanando o terreno, iniciarmos a construção de uma nova concepção. É assim que as idéias nascem e se consolidam, deixam de existir na individualidade de nossa consciência e passam para a uma consciência coletividade que levará a um novo tempo e realidade social, se for absorvida por nós, vivida, captada e processada pela mente e levada ao coração, será sistematizada e consolidada, passando ao domínio do inconsciente coletivo. Ou seja, passamos a viver, a sentir a nova realidade e não precisamos mais racionalizar para fazer o que precisa ser feito, simplesmente “somos”, e o que antes era uma determinação para um comportamento nosso, passa a ser um hábito em nossas vidas.

Urge em nosso tempo a construção da “Cultura da Paz”. Estejamos disponíveis para esse caminhar, é tudo o que precisamos, compreensão, tolerância com as diferenças, com a diversidade, lembrando que para se ter igualdade, é preciso entre outras atitudes, respeitar o princípio da equidade, ou seja, considerar as diferenças, as peculiaridades de cada um, para promover a igualdade, pois cada um é um, cada comunidade é uma, cada cultura é uma, cada origem é uma, cada história é uma, mas os DIREITOS SÃO PARA TODOS.

Deixo uma dica de um texto sobre a questão educacional, a formação dos nossos educandos, retratando o quanto ainda temos que avançar na questão curricular para contribuir na mudança dos nossos paradigmas relacionados à raça na nossa sociedade, é só clicar no link:

http://www.ciranda.net/spip/article2524.html - ESCOLAS IGNORAM LEI QUE OBRIGA ENSINO DA CULTURA AFRO